
A aprovação da Reforma Tributária, após décadas de discussão, marca uma mudança significativa no sistema tributário brasileiro. Embora defendida por muitos, a reforma não é unanimidade nem no plenário nem entre especialistas.
O relator do projeto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que o Brasil terá um dos cinco melhores sistemas tributários do mundo. O ministro Fernando Haddad também mencionou a intenção de colocar o país entre os dez melhores. No entanto, especialistas, como Carlos Pinto do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), questionam essas projeções.
Carlos Pinto critica a adoção do modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, algo único no mundo. Ele argumenta que a reforma deveria focar na tributação de renda e patrimônio, em vez de consumo. Segundo ele, alíquotas mais baixas sobre consumo beneficiariam tanto ricos quanto pobres, enquanto alíquotas mais altas sobre renda e patrimônio seriam mais justas.
Apesar das críticas, Carlos Pinto reconhece que a reforma é positiva por ter sido iniciada. Já Daniel Moreti, professor de Direito Tributário, vê a reforma como um passo importante para aumentar a competitividade do Brasil, tornando a tributação mais transparente e justa.
A carga média de tributos não deve ultrapassar 26,5%, considerando isenções e alíquotas reduzidas. Contudo, setores como o de serviços podem enfrentar aumento na carga tributária. Entidades do setor de serviços já expressaram preocupações, prevendo que um IVA de 25% poderia triplicar os impostos para empresas no lucro presumido.
Daniel Moreti ressalta que a principal mudança para o consumidor será a transparência na tributação. O consumidor final conhecerá a tributação incidente sobre cada bem ou serviço, o que pode trazer maior clareza e controle sobre os impostos pagos.
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