
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, decidiu prorrogar por 60 dias o grupo de trabalho que discute o aumento de poder da PM. Esta decisão, publicada no Diário Oficial, é retroativa a 4 de julho. O grupo de trabalho, instituído em abril, visa ampliar os poderes da Polícia Militar. Isso, permitindo que os agentes registrem termos circunstanciados em ocorrências de menor potencial ofensivo.
Em junho, a Secretaria da Segurança Pública informou que as reuniões do grupo de trabalho se encerrou, mas o relatório final ainda se apresentará Essa prorrogação vem em meio a críticas da Polícia Civil e de entidades como a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp). “Imagine um caso do crime de assédio sexual, em que a vítima, ao chamar uma viatura, não verá nenhuma ação concreta da polícia e do Estado, de modo que o autor do crime permanecerá no local dos fatos, sendo liberado na sua frente, sem sequer ser levado a uma delegacia de polícia. Isso significa uma verdadeira saidinha imediata do criminoso no local da ocorrência”, disse ao Metrópoles o delegado André Pereira, presidente da entidade.
A decisão de Derrite, portanto, mantém viva a discussão sobre o aumento de poder da PM. Assim como suas implicações para a segurança pública e a relação entre as forças policiais no estado.
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