
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar quem “vive de dividendos”. Apesar de não ter ações declaradas, Lula critica dividendos, mas também investe seu dinheiro em renda fixa. Em uma conversa com empresários no Palácio do Planalto, Lula afirmou que é preciso “apostar na capacidade produtiva” em vez de buscar rendimento proveniente de investimentos em renda variável.
Assim, a prestação de contas de 2022, disponível no site do TSE, revela que Lula investe seu dinheiro em um VGBL, com R$ 5,5 milhões aplicados. O VGBL é um plano de aposentadoria privada com uma alíquota de tributação do Imposto de Renda inicial de 35%, caindo para 10% após 10 anos. Em aplicações em renda fixa, como CDB e RDB, Lula tinha R$ 185,7 mil aplicados em 2022, além de imóveis e dinheiro na poupança.
Porém, para viver de dividendos, é preciso investir em empresas, ações ou Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Dividendos são parcelas do lucro líquido que empresas de capital aberto distribuem aos acionistas, isentos de tributação na fonte. Lula, por outro lado, optou por investir em VGBL e renda fixa, recebendo rendimentos por meio de juros e do plano de previdência.
Custo de oportunidade
O economista e advogado Alessandro Azzoni explica que o “custo de oportunidade” é importante na economia. Deixar de investir pode significar perda de rendimentos. “O próprio presidente Lula tem suas aplicações em VGBL, o que é uma escolha. Dividendos são a remuneração do capital investido. Se houver tributação que reduza os dividendos, o investidor pode deixar de investir nesses mercados”, afirma Azzoni.
Compreender as diferenças entre renda fixa e renda variável é essencial para fazer escolhas financeiras informadas e garantir rendimentos adequados às necessidades individuais.
Confira a íntegra clicando aqui
Para atualizações sobre casos e clientes da M2 Comunicação Jurídica na imprensa, clique aqui. Receber mais conteúdo.



