
Muitos passageiros desconhecem que é possível comprar uma passagem aérea de uma empresa e acabar embarcando em um avião de outra. Esse tipo de operação é chamado de “codeshare” e é uma prática comum no setor aéreo. O recente acidente em Vinhedo (SP), envolvendo uma aeronave da VoePass, trouxe esse tema à tona, especialmente porque alguns dos passageiros haviam adquirido suas passagens pela Latam.
O codeshare permite que companhias aéreas compartilhem rotas e expandam suas malhas de voos, oferecendo aos clientes mais opções de destinos sem a necessidade de operar diretamente em todas as localidades. Por exemplo, uma grande companhia como a Latam, que possui uma ampla cobertura em grandes capitais e rotas internacionais, pode se associar a uma empresa regional como a VoePass, que atua em aeroportos menores no interior do Brasil. Isso facilita a conexão entre voos e destinos que, de outra forma, não seriam atendidos por uma única companhia aérea.
Segundo o advogado Fernando Canutto, do escritório Godke Advogados, “a VoePass tem uma presença forte em aeroportos regionais, enquanto a Latam foca mais em grandes capitais e rotas internacionais. O codeshare entre as duas permite que a Latam incorpore esses trechos regionais operados pela VoePass à sua malha, oferecendo um serviço mais completo aos seus clientes.”
Essa parceria, no entanto, implica que os passageiros devem estar cientes de que o voo pode ser operado por uma companhia diferente da que vendeu a passagem. No caso do acidente em Vinhedo (SP), a aeronave da VoePass transportava passageiros que haviam adquirido suas passagens pela Latam, demonstrando como o codeshare opera na prática.
Entender como funciona o codeshare pode ajudar os passageiros a se prepararem melhor para suas viagens, sabendo que essa prática visa ampliar a oferta de destinos, mas também envolve a coordenação entre diferentes empresas.
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