
A passividade das big techs no combate às fake news é uma preocupação crescente que pode afetar a integridade das eleições de 2024. Em comparação com as eleições de 2020, as ferramentas de monitoramento de desinformação nas redes sociais evoluíram pouco, o que pode comprometer a veracidade das informações durante o período eleitoral. A recente desativação do CrowdTangle, uma das principais ferramentas utilizadas por pesquisadores e jornalistas para rastrear fake news, pela Meta (empresa controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram) em agosto, poucas semanas antes do início da propaganda eleitoral no Brasil, agravou essa preocupação.
Especialistas alertam que a falta de ação das grandes plataformas digitais em combater a disseminação de informações falsas pode ter um impacto significativo nos resultados eleitorais. O especialista em direito eleitoral, Alexandre Rollo, ressalta que, apesar de a maioria das plataformas estar cumprindo as ordens judiciais para remover conteúdos falsos, a omissão ou a demora em agir por parte dessas empresas pode influenciar os resultados das urnas. Ele destaca que liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para propagar fake news, discursos de ódio ou ideologias prejudiciais como nazismo e fascismo.
Essa postura das big techs, que parecem não estar priorizando o combate à desinformação, levanta questões sobre sua responsabilidade na manutenção de um ambiente informativo saudável e confiável durante as eleições. A inação no enfrentamento das fake news pode comprometer a confiança pública no processo eleitoral e na democracia, tornando essencial um esforço mais robusto e transparente dessas plataformas para proteger a integridade das eleições.
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