
A ex-deputada federal Manuela d’Ávila está cobrando judicialmente mais de R$ 1,5 milhão por serviços prestados à campanha de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais em 2022. A ação foi movida pela empresa D’Ávila e Schaidhauer, de propriedade da ex-parlamentar, e envolve serviços de consultoria digital que, segundo a ex-deputada, não foram pagos pelo PSD de Belo Horizonte.
A questão foi parar na Justiça de Minas Gerais, e o valor da cobrança é de R$ 1.590.373,85. No entanto, o contrato referente a esses serviços não foi declarado na prestação de contas oficial da campanha de Kalil à Justiça Eleitoral, o que levantou suspeitas de caixa dois. Segundo o especialista em Direito Constitucional Acacio Miranda, a ausência desse valor na prestação de contas pode indicar a prática desse crime, uma vez que o controle dos gastos eleitorais é essencial para garantir a lisura e transparência do processo eleitoral.
Miranda ressalta que a prestação de contas tem a finalidade de comprovar que os limites de gastos foram respeitados e que o abuso econômico foi evitado. Se os gastos não foram devidamente declarados, há indícios de que recursos foram ocultados, o que configura o crime de caixa dois.
O caso segue em análise, e a Justiça decidirá sobre a cobrança feita por Manuela d’Ávila e as possíveis implicações legais para a campanha de Kalil.
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