Pablo Marçal pode ser preso por laudo de cocaína falso? Especialistas explicam

O candidato Pablo Marçal publicou em suas redes sociais um laudo falso alegando que Guilherme Boulos, do PSOL, havia feito uso de cocaína. Esse ato gerou grande repercussão, com Boulos buscando a prisão de Marçal. Porém, especialistas em direito eleitoral e criminal apontam que, devido ao período pré-eleitoral, a prisão de Marçal por esse ato pode ser mais complicada do que parece.

Conforme a legislação eleitoral, em tempos de campanha, as prisões são limitadas. Somente quem é pego em flagrante ou condenado por crime inafiançável pode ser preso. Roberto Levianu, procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, acredita que há margem para caracterizar o caso como “uso de documento falso”, o que poderia levar à prisão em flagrante. Contudo, essa prisão só seria válida se ficasse provado que Marçal sabia da falsidade do documento.

Outro ponto destacado pelos especialistas é que a remoção do post nas redes sociais pode ter interrompido a situação de flagrância, reduzindo as chances de Marçal ser preso por essa razão. Mesmo assim, o debate sobre o conhecimento do acusado sobre a falsidade do laudo permanece.

A legislação eleitoral é clara ao proteger candidatos e cidadãos de prisões arbitrárias durante o período eleitoral. No entanto, se o uso de documento falso for comprovado, a pena pode incluir detenção de 1 a 5 anos, conforme previsto no Código Penal. A dúvida sobre o conhecimento de Marçal em relação à falsidade do laudo ainda será determinante para os próximos passos do caso.

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