Como funciona o algoritmo do LinkedIn em 2026 e o que escritórios de advocacia precisam entender para fortalecer sua reputação

O LinkedIn deixou de ser apenas uma rede de networking profissional. Hoje, é um dos principais ambientes de construção de reputação institucional para escritórios de advocacia e advogados que desejam ocupar espaço estratégico no mercado. Com o crescimento acelerado da produção de conteúdo na plataforma, entender como o algoritmo funciona deixou de ser curiosidade e passou a ser uma necessidade.

Recentemente, Gyanda Sachdeva, VP de Produtos do LinkedIn, trouxe esclarecimentos importantes sobre o funcionamento do feed e as melhores práticas de postagem. A seguir, traduzimos esses insights para a realidade do marketing jurídico e da comunicação institucional no Direito.

O algoritmo do LinkedIn não privilegia “truques”, mas relevância
Um ponto central do artigo é que o LinkedIn não opera com fórmulas mágicas. O algoritmo está em constante evolução e responde diretamente ao comportamento dos usuários: o que leem, comentam, salvam e quanto tempo dedicam a um conteúdo.

Para escritórios de advocacia, isso significa que não basta “estar presente”. É preciso ser relevante para o público certo, com temas conectados à prática jurídica, à atualidade e às dores reais do mercado.

Sobre o que advogados e escritórios devem postar
Segundo o LinkedIn, os conteúdos que mais geram engajamento se concentram em três pilares, altamente compatíveis com o universo jurídico:

– Análise de notícias e tendências do setor, com interpretação técnica e responsável.
– Conteúdo informativo sobre trabalho, negócios, economia e impactos jurídicos.
– Histórias profissionais reais, bastidores da carreira, aprendizados e visão estratégica.

Na prática, isso reforça a importância de uma comunicação jurídica que vá além da divulgação de serviços. O foco deve estar em educação, posicionamento e construção de autoridade.

Autenticidade importa — inclusive no uso de IA
Gyanda é clara ao afirmar: a IA pode apoiar o processo criativo, mas não substituir a vivência profissional. No Direito, isso é ainda mais sensível. Conteúdos genéricos, excessivamente técnicos ou claramente artificiais tendem a perder força.

A comunicação institucional de um escritório precisa refletir experiência real, visão própria e consistência narrativa. A tecnologia deve potencializar a expressão, não apagar a identidade.

Frequência ideal: constância estratégica, não excesso
O LinkedIn recomenda entre 2 e 5 publicações por semana. Dados internos mostram que perfis que postam ao menos duas vezes por semana podem alcançar até cinco vezes mais visualizações de perfil.

Para escritórios de advocacia, isso reforça a importância de planejamento editorial. A constância cria reconhecimento e associa o nome do escritório a determinados temas, sem sobrecarregar o feed ou diluir a mensagem.

Alcance flutua — e isso é normal
Quedas de alcance não significam penalização. O próprio LinkedIn afirma que a distribuição varia conforme tema, formato, momento e interesse do público naquele dia. Com mais pessoas produzindo conteúdo, há mais competição, mas também mais oportunidades.

O diferencial está em narrativas claras, pontos de vista definidos e conteúdos oportunos, que gerem conversa — não apenas visualizações passivas.

Hashtags não são decisivas
Um ponto que desmonta mitos: hashtags não impactam diretamente a distribuição no LinkedIn. Podem ser usadas para organização ou busca, mas não são determinantes para alcance.

Para o marketing jurídico, isso desloca o foco do “formato” para a substância: conteúdo útil, original e bem contextualizado.

Comentários também constroem reputação
Interagir com qualidade, comentar com argumentos e contribuir com debates é tão relevante quanto postar. Para advogados, essa é uma forma ética e estratégica de ampliar visibilidade, demonstrar domínio técnico e fortalecer relacionamento com a rede.

Vídeo segue como formato estratégico
O LinkedIn segue investindo fortemente em vídeo. Conteúdos com gancho inicial claro, legendas fixas e apoio visual performam melhor. Para escritórios, vídeos institucionais, análises curtas e comentários sobre temas atuais são oportunidades relevantes de posicionamento.

Conclusão
O algoritmo do LinkedIn reforça algo que a comunicação jurídica estratégica já defende: reputação se constrói com consistência, relevância e autenticidade. Não se trata de postar mais, mas de postar melhor, com intenção institucional clara e alinhada aos objetivos do escritório.

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