A liquidação extrajudicial da administradora Reag, investigada no caso Master, levantou dúvidas sobre o futuro dos fundos sob sua gestão. Em entrevista à Folha, especialistas, incluindo o advogado Luiz Garcia, esclareceram que os fundos não serão automaticamente liquidados. Eles permanecem ativos, mas precisarão encontrar uma nova administradora para continuar operando.
Por que os fundos não são encerrados?
Segundo Garcia, os fundos são conjuntos de ativos pertencentes aos cotistas, e não à administradora. Portanto, mesmo com a liquidação extrajudicial da Reag, os recursos continuam existindo. Durante a transição, os fundos ficam congelados e sob supervisão do Banco Central, sem movimentações de entrada ou saída de cotistas.
Como ocorre a substituição da administradora?
A escolha da nova administradora depende de assembleia entre gestores e investidores. Enquanto isso, o Banco Central nomeia um liquidante temporário para conduzir o processo e evitar prejuízos. Não há prazo fixo para essa substituição, mas a tendência é que ocorra rapidamente, especialmente em fundos rentáveis e atrativos.
Quando os fundos podem ser liquidados?
A liquidação só acontece se nenhuma instituição aceitar assumir a administração. Esse cenário é mais comum em fundos pouco atrativos ou com alta complexidade. Por outro lado, fundos sólidos geralmente encontram novos administradores com facilidade, garantindo continuidade e preservação do patrimônio dos cotistas.
A análise reforça a importância da governança e da supervisão regulatória para proteger investidores em momentos de crise. Dessa forma, acompanhar as decisões do Banco Central e das assembleias é essencial para quem tem recursos aplicados.
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