
Nas eleições municipais deste ano, pelo menos 40 cidades brasileiras enfrentam a indefinição sobre quem assumirá a prefeitura. O motivo é que os candidatos mais votados estão sub judice, ou seja, suas candidaturas têm pendências legais que ainda não foram julgadas. A expressão “sub judice” é usada para designar uma candidatura que foi impugnada devido a dúvidas sobre o cumprimento dos requisitos eleitorais.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o candidato sub judice tenha uma decisão favorável até o fim do ano, os votos dele serão considerados válidos, e ele poderá ser proclamado vencedor. No entanto, se a situação não for resolvida até 31 de dezembro, o presidente da Câmara Municipal assumirá temporariamente a prefeitura a partir de 1º de janeiro. Esse cenário permanecerá até que o TSE confirme a regularidade do candidato ou decida por novas eleições.
O processo sub judice pode resultar tanto na anulação dos votos do candidato quanto na retotalização, dependendo do julgamento. De acordo com Acacio Miranda da Silva Filho, doutor em Direito Constitucional, o ritmo judicial é diferente do processo eleitoral, o que pode causar impasses nos resultados finais e na posse dos eleitos.
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