
O cenário eleitoral de 2024 no Brasil revela um fato curioso: o número recorde de candidaturas únicas para o cargo de prefeito. De acordo com dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 214 candidatos disputarão sozinhos o comando do executivo municipal em suas cidades. Esse número é o mais alto já registrado desde o início da série histórica, que começou em 2000. Em comparação, nas eleições de 2020, havia apenas 107 candidatos únicos.
A situação de candidatura única não é incomum, especialmente em municípios menores. A média populacional das cidades com candidato único é de 6,7 mil habitantes, com variações significativas. Borá (SP), por exemplo, tem apenas 907 habitantes, enquanto Batatais (SP) conta com 58.402 moradores.
Segundo o especialista em direito eleitoral, Alexandre Rollo, a candidatura única é uma característica especialmente observada em pequenos municípios, onde a competição política tende a ser menos acirrada. Ele explica que, nesses casos, o processo eleitoral para prefeito ocorre normalmente, assim como a eleição para vereadores, que continua a ter múltiplos candidatos. No entanto, na eleição majoritária, onde há um único candidato a prefeito, o cenário muda. Basta que o candidato receba um único voto válido para ser eleito, já que os votos brancos e nulos não são contabilizados para o resultado final.
Este fenômeno destaca a dinâmica eleitoral em pequenas comunidades, onde, muitas vezes, o consenso ou a falta de oposição leva à ausência de competição pelo cargo mais alto do município. Enquanto isso, o aumento no número de candidaturas únicas pode sinalizar mudanças nas estratégias políticas e na mobilização eleitoral em diferentes regiões do Brasil.
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