A possibilidade de Carla Zambelli extradição se tornar realidade ganhou força após declarações do jurista Rafael Paiva, professor de direito penal, em entrevista ao UOL News. Segundo ele, a tendência atual é que a deputada federal seja presa e extraditada para o Brasil pelas autoridades italianas.
Zambelli, que está atualmente nos Estados Unidos e já manifestou a intenção de se mudar para a Europa, é alvo de discussões jurídicas envolvendo a legalidade de sua fuga e as possíveis consequências penais. Para Paiva, o argumento de perseguição política, único que poderia impedir a extradição, não se sustenta neste caso.
Exílio na Europa não garante imunidade
A decisão de Carla Zambelli de sair do país e tentar se instalar na Europa não representa, segundo o jurista, uma estratégia juridicamente eficaz. A Itália possui acordo de extradição com o Brasil e tende a colaborar com os trâmites legais, especialmente quando não há elementos que caracterizem a ação como perseguição política.
Zambelli poderá ser detida assim que sua presença for confirmada em solo italiano, caso o processo de extradição seja oficialmente solicitado. O processo envolve critérios técnicos e jurídicos, mas, na análise de Paiva, há fundamentos sólidos que podem levar à prisão e posterior envio ao Brasil.
Jurista descarta perseguição política
A única brecha que poderia impedir a extradição de Zambelli seria o governo italiano entender que há uma motivação política por trás da condenação. No entanto, Rafael Paiva é enfático: “Não é uma condenação política”.
Essa avaliação diminui significativamente as chances de Zambelli escapar do processo. A declaração do especialista reforça a ideia de que o caso será tratado dentro dos parâmetros jurídicos internacionais, sem exceções.
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