
Nas eleições de 2024, o número de municípios brasileiros com apenas um Candidato único à prefeitura aumentou significativamente. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa situação saltou de 95 municípios, em 2020, para 198. Quando isso ocorre, o processo eleitoral segue uma regra simples: o candidato único precisa apenas de um voto chegar à prefeitura, mesmo que seja o próprio.
O especialista eleitoral esclarece que, para vencer, o candidato deve obter a maioria dos votos válidos, excluindo os votos brancos e nulos. Ou seja, caso ele seja o único na disputa, basta um único voto favorável para garantir a vitória.
Entretanto, surge a dúvida: o que acontece se o candidato não receber nenhum voto? Embora essa situação seja extremamente improvável, a lei prevê que, nesse caso, uma nova eleição será realizada. Durante o período de espera, o presidente da Câmara Municipal assume temporariamente a prefeitura até que o novo pleito seja concluído.
Porém, a existência de cidades com Candidato único à prefeitura a pode levantar preocupações sobre a saúde do processo democrático. Segundo especialistas, essa falta de concorrência pode ser reflexo de problemas políticos locais, como a ausência de oposição estruturada ou desinteresse da população em se candidatar.
Esse fenômeno alerta para a importância de estimular o debate político e incentivar a pluralidade de ideias nas eleições municipais, fundamentais para a democracia.
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