
Especialistas em direito cível e digital discutem os direitos dos consumidores e responsabilidades das empresas após o apagão cibernético global. Saiba mais sobre seus direitos em situações de falhas digitais.
Recentemente, um apagão cibernético global causado por uma atualização do software Crowdstrike Falcon gerou grandes transtornos em diversos setores, como aviação, mídia, finanças e telecomunicações. No Brasil, instituições financeiras e companhias receberam um impacto severo, deixando muitos consumidores sem acesso a serviços essenciais. Entender os direitos em caso de apagão cibernético é crucial para que consumidores e empresas saibam como proceder e buscar compensações.
A advogada Antonia Lima, especialista em direito cível e consumidor, destaca que as empresas podem ser responsabilizadas pelos danos sofridos pelos clientes, especialmente se a falha resultar de negligência ou falta de manutenção adequada do sistema. “Quando um sistema bancário fica indisponível, pode causar prejuízos significativos aos clientes, como a impossibilidade de acessar fundos, realizar pagamentos ou concluir transações”, afirma Antonia.
Normas
Porém, relação aos atrasos e cancelamentos de voos, o procurador do Estado de São Paulo Roberto Pfeiffer, professor de Direito do Consumidor na USP, explica que existem normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Código de Defesa do Consumidor que protegem os passageiros. “O consumidor tem direito à assistência de alimentação a partir de duas horas de atraso. Se o atraso for superior a quatro horas, ele pode optar pelo embarque em outro voo a ser disponibilizado sem custo pela companhia aérea. Se necessário, a empresa deve fornecer transporte para a residência ou um local de acomodação”, esclarece Pfeiffer.
Mas, empresas afetadas pelo apagão cibernético também podem buscar compensação por meio de processos judiciais. Alexander Coelho, especialista em direito digital e proteção de dados, explica que as companhias costumam sofrer com danos econômicos e de reputação. “Empresas que sofreram perdas financeiras significativas devido ao apagão podem buscar compensação por esses danos, incluindo perda de receita, custos operacionais adicionais e danos colaterais”, observa Coelho.
Como se proteger
Felipe Leoni Carteiro, advogado especializado em direito digital, enfatiza a importância de medidas de redundância para proteger contra apagões cibernéticos. “Adotar medidas de redundância, utilizando mais de um prestador de serviços, pode ajudar a manter os negócios funcionando mesmo se um prestador enfrentar problemas”, conclui Carteiro.
Por isso, Entender os direitos em caso de apagão cibernético e as responsabilidades das empresas é essencial para garantir a proteção e compensação dos consumidores afetados por falhas digitais.
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