
No cenário digital atual, os influenciadores desempenham um papel crucial na promoção de produtos e serviços para seus seguidores. No entanto, quando essas propagandas são enganosas, surgem dúvidas sobre a responsabilidade legal desses profissionais. O advogado Stefano Ribeiro Ferri esclarece que os influenciadores podem sim ser responsabilizados por propagandas enganosas, especialmente quando as veiculam de forma direta.
Embora o Brasil não possua uma legislação específica voltada exclusivamente para a atuação de influenciadores, todas as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor (CDC) se aplicam a essas situações. O CDC estabelece normas claras para garantir que a publicidade seja verdadeira e não induza o consumidor ao erro. Portanto, quando um influenciador faz uma propaganda enganosa, ele pode ser responsabilizado por violar essas normas, mesmo que não haja uma lei específica para sua atividade.
A responsabilidade torna-se mais evidente quando a propaganda é realizada de maneira direta, onde o influenciador tem controle total sobre o conteúdo divulgado. No entanto, a situação é mais complexa em casos de publicidade indireta. Nesse contexto, provar que o influenciador teve conhecimento e intenção de enganar o consumidor pode ser mais desafiador.
É importante que influenciadores estejam cientes das responsabilidades legais associadas à sua atuação. Transparência e honestidade nas campanhas publicitárias não apenas evitam problemas legais, mas também preservam a confiança de seus seguidores. Para evitar complicações, é recomendável que os influenciadores se informem sobre as normas do CDC e consultem advogados especializados quando necessário.
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