Marcelo Godke no E-Investidor analisa recuperação da Fictor e impacto

A reportagem do E-Investidor explicou como a recuperação judicial do Grupo Fictor, com dívida de cerca de R$ 4 bilhões, pode afetar investidores que aplicaram recursos por meio de Sociedades em Conta de Participação (SCPs).
Nesse contexto, a participação de Thiago Groppo no E-Investidor oferece uma análise jurídica sobre riscos e prioridades de crédito no processo.

Situação atual da Fictor

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo após enfrentar uma crise de liquidez causada pela tentativa frustrada de compra do Banco Master e exposição negativa na imprensa.
A crise gerou uma corrida por retiradas de capital em contratos de SCP e pressões financeiras que dificultaram o fluxo de caixa operacional.

Análise de Thiago Groppo E-Investidor

Conforme destacado por Marcelo Godke  no E-Investidor, o principal ponto para investidores é entender como a recuperação judicial afeta posições de crédito.
Ele explicou que os recursos aplicados via SCP tendem a ser classificados como créditos quirografários, ou seja, sem garantia real específica.
Dessa forma, em caso de plano de recuperação judicial, esses investidores figuram entre os últimos na hierarquia de pagamentos.

Prioridades de pagamento e risco

Segundo a legislação que rege a recuperação judicial, créditos trabalhistas e com garantia real são pagos antes de outros tipos de credores.
Portanto, investidores em SCP enfrentam maior risco de atraso ou redução nos valores ressarcidos.
Além disso, esses contratos não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que aumenta a exposição em cenários de crise.

O que os investidores devem fazer agora

Marcelo Godke E-Investidor orienta que os investidores revisem toda a documentação de suas SCPs.
Isso inclui comprovantes de aportes, contratos e comunicações, para comprovar a posição e a natureza do crédito no processo de recuperação.
Além disso, é crucial acompanhar a habilitação dos créditos no prazo legal e participar das deliberações sobre o plano de recuperação.

Perspectivas para o processo de recuperação judicial

A recuperação judicial não determina automaticamente perdas totais, mas define um plano de reestruturação e pagamento sob supervisão judicial.
O plano pode envolver suspensão de execuções e negociação de prazos de pagamento, o que oferece tempo adicional para negociação com credores.
Entretanto, a prioridade de créditos e o modelo jurídico das SCPs exigem cautela estratégica por parte dos investidores.

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