Clubes brasileiros podem sair da Conmebol? Entenda as regras

 

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, sugeriu que os clubes brasileiros deixem a Conmebol e passem a disputar competições na Concacaf, a confederação que reúne times da América do Norte, Central e Caribe. O motivo? A insatisfação com a punição branda aplicada ao Cerro Porteño após um caso de racismo na Libertadores Sub-20.

Mudança para a Concacaf é rara e burocrática

Segundo Felipe Crisafulli, especialista em direito desportivo, a saída dos clubes brasileiros da Conmebol não seria uma decisão isolada dos times. A CBF precisaria romper sua vinculação com a Conmebol e solicitar filiação à Concacaf, o que exige um pedido formal à FIFA e aprovação das confederações envolvidas.

“Essa alteração precisaria da aprovação da FIFA e das entidades continentais, tornando o processo extremamente raro”, explica Crisafulli.

O que motivou a discussão?

O debate surgiu após a Conmebol punir o Cerro Porteño com uma multa de 50 mil dólares pelo caso de racismo contra jogadores do Palmeiras. O clube brasileiro considerou a sanção insuficiente. A situação se agravou quando Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, fez um comentário ofensivo ao ser questionado sobre a ausência de times brasileiros nas competições sul-americanas. Após repercussão negativa, ele pediu desculpas.

Clubes brasileiros podem mesmo sair da Conmebol?

Embora a saída dos clubes brasileiros seja possível, o processo envolve questões políticas, esportivas e comerciais. A mudança teria impacto direto nas competições, nos contratos de transmissão e no calendário do futebol brasileiro.

Por enquanto, a CBF não sinalizou que tomará essa decisão, mas o episódio reacendeu o debate sobre medidas mais firmes contra o racismo no futebol.

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