Responsabilidade empresarial fraude em debate na Câmara

A Câmara dos Deputados discute um projeto que pode mudar profundamente a forma como empresas são responsabilizadas por fraudes. O PL 2925/2023, apelidado de “PL da impunidade”, está em caráter de urgência e propõe alterações nas Leis nº 6.385/76 e nº 6.404/76, que regulam o mercado de capitais no Brasil.

O texto, apresentado pelo Poder Executivo e recentemente reformulado pelo deputado Luciano Vieira (Republicanos-RJ), foi anexado ao PL 3899/2012, da deputada Jandira Feghali. A proposta consolidada busca ampliar a transparência em processos arbitrais e reformular o sistema de tutela privada dos direitos dos investidores.

No entanto, o ponto mais controverso é a mudança na responsabilização civil por fraudes. Especialistas alertam que, ao transferir a responsabilidade das empresas para administradores individuais, o projeto pode gerar insegurança jurídica. Segundo o advogado Felipe Ronco, os critérios propostos são subjetivos e podem dificultar a punição efetiva de companhias envolvidas em práticas ilícitas.

Além disso, o projeto enfraquece o papel da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao limitar seus poderes de fiscalização e sanção. Isso preocupa investidores e entidades do setor, que temem um retrocesso na proteção contra fraudes corporativas.

A responsabilidade empresarial fraude é um tema sensível, especialmente após escândalos como o da Americanas. A proposta legislativa reacende o debate sobre como equilibrar estímulo ao mercado com garantias de integridade e justiça para investidores.

A votação do projeto pode ocorrer em breve, e seu impacto será decisivo para o futuro da governança corporativa no Brasil. A sociedade civil e o mercado acompanham com atenção os desdobramentos dessa medida.

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