Bancos devem ser mais transparentes com open finance, alertam especialistas

O avanço do open finance amplia as possibilidades de compartilhamento de dados financeiros entre instituições, mas também aumenta a necessidade de transparência. Especialistas que participaram de painel no evento Febraban Tech avaliam que a governança do sistema ainda precisa avançar.

Em matéria publicada pelo Valor Investe, Thiago do Amaral Santos, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados, destacou que parte dos usuários ainda não percebe benefícios claros no compartilhamento de seus dados. Além disso, há desconfiança sobre possíveis usos indevidos, como spam e fraudes.

Usuário precisa entender como seus dados serão utilizados

O open finance permite que o cliente compartilhe informações financeiras com diferentes instituições. A proposta é ampliar a concorrência e possibilitar o acesso a ofertas mais adequadas ao perfil de cada consumidor.

No entanto, a expansão do sistema exige que o usuário compreenda o que acontece com seus dados depois do consentimento. Nesse contexto, Thiago Amaral Santos aponta que a regulação do Banco Central deveria ser apresentada de maneira mais transparente para o público.

Transparência deve acompanhar o consentimento

Para o advogado, não basta que o cliente autorize o compartilhamento. Ele também precisa saber quais instituições terão acesso às informações, qual será a finalidade do uso e durante quanto tempo os dados permanecerão compartilhados.

A questão ganha importância diante do crescimento acelerado dos consentimentos. Segundo os especialistas ouvidos pelo Valor Investe, a governança das instituições financeiras não acompanhou o mesmo ritmo dessa expansão.

Além disso, a segurança percebida pelo usuário é determinante para a evolução do modelo. Informações claras sobre finalidade, compartilhamento e canais de atendimento podem contribuir para reduzir a desconfiança e aumentar a compreensão sobre o funcionamento do sistema.

Governança é parte central do open finance

O debate mostra que a consolidação do open finance depende não apenas de infraestrutura tecnológica, mas também de uma relação mais clara entre instituições e clientes.

Dessa forma, bancos e demais participantes precisam tornar o consentimento mais compreensível e informar de maneira objetiva como os dados serão utilizados. Para Thiago Amaral Santos, essa transparência é fundamental para que o usuário tenha maior segurança ao decidir compartilhar suas informações financeiras.

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