A liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, continua gerando repercussão no mercado financeiro e no meio jurídico. Em entrevista à CNN Brasil, o advogado Marcelo Godke, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Bancário, analisou os impactos das recentes movimentações do STF e do TCU sobre o caso.
Por que a liquidação é irreversível?
Segundo Godke, a liquidação extrajudicial é uma medida prevista na Lei 6.024/74, que confere ao Banco Central autonomia para intervir em instituições financeiras em situação crítica. No caso do Master, a decisão foi tomada diante da grave crise de liquidez e das violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Portanto, qualquer tentativa de reversão fragilizaria a credibilidade da autoridade monetária e enviaria um sinal negativo ao mercado.
Intervenções do STF e TCU preocupam especialistas
Godke considera incomum a atuação do TCU e do STF nesse contexto. Para ele, medidas que possam paralisar ou reverter a liquidação representam uma forma indireta de limitar os poderes do Banco Central. “Isso manda um sinal muito ruim para o mercado”, afirmou à CNN Brasil. Além disso, o advogado alerta que politizar o processo pode comprometer a estabilidade do sistema financeiro e aumentar a insegurança jurídica.
Impactos para o mercado financeiro
A liquidação Banco Master reforça a importância da autonomia do Banco Central para garantir um sistema saudável. Qualquer interferência externa pode abrir precedentes perigosos e afetar a confiança dos investidores. Dessa forma, especialistas defendem que a decisão seja mantida para preservar a integridade do setor.
Confira a íntegra clicando aqui.
Para atualizações sobre casos e clientes da M2 Comunicação Jurídica na imprensa, clique aqui.



