Stefano Ferri e Rafael Federici no Estadão explicam dados na liquidação extrajudicial

Proteção de dados em liquidação extrajudicial

Em reportagem publicada no Estadão, os advogados Stefano Ferri e Rafael Federici analisam como a integridade dos dados dos clientes deve ser preservada no contexto de uma liquidação extrajudicial de instituições financeiras.
A liquidação extrajudicial pode ser decretada quando uma instituição enfrenta insolvência ou risco excessivo para o Sistema Financeiro Nacional, e o Banco Central nomeia um liquidante para proteger os interesses de credores e clientes.

O que é liquidação extrajudicial

A liquidação extrajudicial é um procedimento que encerra as operações de uma instituição financeira enquanto provoca a apuração de ativos e passivos.
Nesse processo, o liquidante tem amplos poderes para administrar a massa falida e realizar atos necessários à satisfação de créditos.
No entanto, isso não significa liberdade irrestrita para tratar dados pessoais dos clientes.

Stefano Ferri e Rafael Federici no Estadão explicam limites

Segundo Stefano Ferri Rafael Federici Estadão, a simples decretação de liquidação não confere carta-branca para acesso ou uso indevido dos dados pessoais de clientes.
Isso ocorre porque a proteção de dados pessoais é assegurada por normas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impõe limites ao tratamento mesmo em contextos de administração judicial ou extrajudicial.

Integração com a LGPD e governança de dados

Os especialistas ressaltam que, durante a liquidação extrajudicial, o liquidante e demais autoridades devem observar princípios da LGPD e garantir que o uso de informações sensíveis seja limitado ao estritamente necessário para cumprimento de obrigações legais ou interesse legítimo.
Assim, informações financeiras ou pessoais só podem ser acessadas e processadas quando houver base legal clara e fins compatíveis com o procedimento.

Garantias de sigilo e segurança jurídica

De acordo com Stefano Ferri e Rafael Federici no Estadão, a proteção da integridade dos dados fortalece a segurança jurídica do processo.
Isso porque a utilização inadequada de dados pode expor clientes a riscos indevidos, inclusive de fraude ou exposição não autorizada.

Boas práticas no processo de liquidação

Os especialistas enfatizam que o uso de sistemas de informação em liquidações deve observar requisitos técnicos e jurídicos rígidos.
Por exemplo, quando houver necessidade de acessar contas ou dados bancários, a atuação deve ser motivada, proporcional e documentada, sempre com base em normas legais específicas.
Assim, mesmo em contextos de crise financeira, os direitos fundamentais continuam a valer.

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