Há quatro meses nos Estados Unidos, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mantém sua estada sob o rótulo de “exílio político”, enquanto busca, sem sucesso até agora, articular sanções internacionais contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. A prolongada ausência, no entanto, começa a gerar desconforto entre aliados, que reclamam da falta de resultados concretos e da aparente rotina familiar despreocupada – com direito a passeios na Disney e eventos de rodeio postados por sua esposa, Heloísa Bolsonaro.
Enquanto isso, as opções migratórias de Eduardo nos EUA seguem em análise. Com visto temporário B1/B2 válido por até seis meses (prorrogável por mais seis), o parlamentar avalia alternativas mais permanentes, como visto de trabalho ou até pedido de asilo político – este último podendo mantê-lo no país por anos enquanto aguarda decisão. Especialistas em imigração destacam que o sucesso de qualquer dessas vias dependerá exclusivamente de critérios técnicos, sem influência de suas articulações políticas com congressistas americanos.
O cenário revela o impasse pessoal do deputado: de um lado, a insistência no discurso de perseguição política que justificaria seu autoexílio; de outro, a crescente pressão de aliados por ações efetivas ou um retorno ao Brasil. Enquanto não obtiver avanços significativos contra Moraes – seu suposto algoz -, Eduardo parece condenado a prolongar uma estadia que, pelas redes sociais da família, mais parece um extenso período de férias do que um exílio forçado. A renúncia ao mandato, já ventilada, permanece como carta na manga, mas sem resolver sua desconfortável situação geopolítica.
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