Executivo envia projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022 | Abril 2021

Economista analista a proposta e destaca projeção de recuperação em cenário de exceção

O Ministério da Economia deve enviar nesta segunda-feira (26/04) ao Congresso o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2022. A LDO define as regras para a elaboração e execução do Orçamento e determina a meta fiscal do ano que vem, que será de deficit primário de até R$ 170 bilhões, segundo fontes do governo.

Para o economista chefe da G11 Finance e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Hugo Garbe, as previsões estão dentro do que considera possível para um momento de exceção, mas ainda podem sofrer reajustes. “Desde as taxas de juros, inflação e mesmo o déficit fiscal podem ser considerados como controláveis e compreensíveis dado o momento de nossa economia”, afirma.

O texto prevê um deficit de R$ 170,474 bilhões nas contas públicas no ano que vem, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Para Garbe, o cenário se deve a investimentos necessários para manter o poder de compra da população e o cenário geral é de recuperação. “O ano anterior foi de queda. Houve a necessidade (e ainda há) de implementar ações ligadas ao auxílio emergencial. A injeção de R$ 500 bilhões em 2020 daria, aproximadamente, o PIB da Bolívia e Paraguai juntos. O déficit do próximo ano nas contas públicas se dará em função dessa prorrogação também, além da ajuda às empresas”, frisa.

O déficit projetado é menor que o de 2020 e também que o de 2021, estimado em 3,3% do PIB. “Aparentemente o governo está preocupado com a lição de casa, haja vista as diretrizes traçadas e a responsabilidade fiscal. A área econômica do governo tem demonstrado preocupação com o teto de gastos, uma variável importante para atrair investimentos e mostrar solidez.

Outros pontos destacado pelo professor Hugo Garbe:

Inflação de 3,5%:
“Inflação não é ruim. Significa que as pessoas estão buscando o consumo. O que seria ruim, e uma experiência já vivida pelo Brasil, é a hiperinflação. A inflação de 3,5% ao ano é uma inflação controlada. Deflação, por outro lado, poderia até ser mais danosa porque é um indício de que ninguém está comprando e a economia não está girando”

Salário mínimo de R$ 1.147. É justo?
“Em economia não nos valemos deste conceito de justiça, de forma genérica. Claro que o valor não é suficiente para sustentar uma família. Estudos apontam que o salário mínimo deveria ser de pelo menos R$ 3 mil para o sustento digno de uma família de até 4 pessoas, mas temos que analisar o que é possível dentro da seguridade social. Um aumento desse porte (R$ 3 mil) quebraria o país. A recomposição do salário proposta está alinhada com a realidade econômica.

Sobre a fonte:
Hugo Garbe possui graduação em Economia, Especialização em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA-USP, Mestrado em Administração de Empresas (Finanças) pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestrado em Economia e Mercados pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente cursa Doutorado em Administração de Empresasna FGV.
É professor Universitário de cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, na área de Administração Financeira, Teorias Econômicas e Economia Monetária. Foi palestrante do Grupo The Economist nos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile e Alemanha para os assuntos de Economia Brasileira e Mercado Financeiro.

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Hugo Garbe

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