Recuperação extrajudicial ganha espaço como saída mais rápida para empresas em crise

A recuperação extrajudicial vem ganhando espaço como alternativa para empresas que enfrentam dificuldades financeiras, mas ainda apresentam condições de recuperar a rentabilidade. Segundo dados citados pelo Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, os casos cresceram de 20 em 2022 para 82 em 2025. Em 2026, já são 40 registros. O tema foi analisado por Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Empresarial.

Por que a recuperação extrajudicial pode ser mais rápida?

Segundo Fernando Canutto, a principal diferença está na forma de negociação. Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores, sem o mesmo nível de intervenção e burocracia de um processo judicial.

Com disposição para negociar e propostas consideradas razoáveis, o acordo pode ser concluído em dias ou semanas. Na recuperação judicial, por outro lado, o processo pode se prolongar por anos e envolver custos com administrador judicial, advogados, taxas e outras exigências.

O modelo também permite preservar uma negociação mais privada. Porém, a empresa precisa manter a confiança dos credores, já que não conta com a mesma tutela direta do Judiciário.

Quando a empresa deve considerar uma recuperação extrajudicial?

Para Canutto, o momento adequado para agir aparece antes de a situação financeira se tornar irreversível. Dificuldades para pagar salários, fornecedores e impostos, assim como o crescimento acelerado do endividamento, podem indicar a necessidade de reestruturação.

O especialista também alerta para a importância de um plano financeiro realista. Projeções excessivamente otimistas podem levar a empresa a assumir compromissos incompatíveis com sua capacidade de geração de caixa.

Por isso, uma equipe multidisciplinar, com assessoria contábil, financeira e jurídica, pode ajudar a construir uma proposta compatível com a realidade do negócio e aumentar as chances de cumprimento do acordo.

A participação de Fernando Canutto no Times Brasil contribui para ampliar o debate sobre alternativas jurídicas para empresas em crise e sobre a importância de identificar o momento adequado para iniciar uma reestruturação.

Confira a íntegra da matéria no Times Brasil.

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